Do G1
O carro que passa devagar pelas ruas da cidade de Cauquenes, lotado de caixas brancas para na esquina. Ao ver o carregamento, algumas pessoas se aproximam, de um jeito cuidadoso. Perguntam se é possível pegar uma caixa. Cada um tem uma história, mas geralmente com o mesmo fim: perderam suas casas, estão sem nada.
A caixa com feijão, leite em pó, cereal e outros mantimentos é recebida com muitos agradecimentos - e quase nunca com pedidos extras. Famílias com bebês recebem fraldas, e senhoras que não podem sair ganham a caixa dentro de casa. Na cidade de cerca de 50 mil habitantes, da região de Maule, a mais afetada pelo terremoto, quase metade das casas foram completamente destruídas, e há muitas famílias vivendo em frente aos escombros que eram suas casas. Para evitar saques, há toque de recolher das 22h até as 6h.
Rua de Cauquene nesta sexta-feira (5). (Foto: Giovana Sanchez/G1)
A cidade parece um cenário montado para um filme. Máquinas tentam limpar o entulho que domina as calçadas, mas, uma semana após o tremor, a reconstrução ainda nem começou. "O imediato que eles precisam é comida, água e abrigo. Nas próximas semanas vão começar a pensar em reconstruir", disse a dentista e professora da Universidade do Chile Alejandra Castro, que sobreviveu ao tsunami na região de Pelluhue e perdeu a casa dos pais em Cauquenes.
A reportagem do G1 acompanha neste final de semana a entrega de ajuda organizada pela organização Hogar de Cristo (Lar de Cristo) e por Alejandra na província de Cauquenes.
A reportagem do G1 acompanha neste final de semana a entrega de ajuda organizada pela organização Hogar de Cristo (Lar de Cristo) e por Alejandra na província de Cauquenes.
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