JORNAL DA MANHÃ
Rômulo d’Castro.
06.03.2010
JUÍZA VOLTA ATRÁS E REVOGA DECISÃO A FAVOR DOS OCUPANTES DO TERRENO NA FERNANDO GUILHON.
Na última quinta-feira, a decisão do juiz santareno Silvio César Maria – expedida no dia 08 de fevereiro deste ano – de retirar os ocupantes e derrubar as construções no terreno invadido da Fernando Guilhon, foi derrubada pela juíza do TJE do Pará, Gleide Pereira de Moura.
A liminar da magistrada impedia que a Prefeitura de Santarém, ou outro órgão público, tomasse qualquer posicionamento no caso, até segunda ordem.
É, mas a segunda ordem não demorou a chegar. Ontem, um dia depois de ter concedido a liminar a favor dos ocupantes, a própria juíza voltou atrás da sua decisão.
Em um novo documento, a magistrada colocou alguns fatos apresentados pela Prefeitura de Santarém, mostrando que os ocupantes teriam usado de má fé e enganado a Justiça para conseguir parecer favorável à causa deles.
A prefeita de Santarém, Maria do Carmo Martins, conversou com a reportagem do Jornal da Manhã. Ela explica que procedimento o governo municipal seguiu para mostrar à juíza que foi enganada. "A prefeitura entrou com pedido de reavaliação do documento e das informações. Ao perceber que foi enganada, a juíza resolveu voltar atrás. Por terem mentido, os invasores podem ter que arcar com as punições da lei".
A nossa reportagem tentou contato com os representantes da chamada Associação de Moradores do Bairro Império do Tapajós – nome dado pelos ocupantes ao terreno em questão – mas até o fechamento desta edição não tivemos resposta.
GOVERNO PRESTA COLETIVA SOBRE A TRAGÉDIA NO PRONTO SOCORRO MUNICIPAL.
Ontem, Santarém vivenciou um triste situação: uma maloca do setor de espera do Hospital Municipal veio abaixo, matando um ancião e deixando outras três pessoas feridas.
A tragédia aconteceu por volta das 10h30. O trabalhador autônomo, Giliard Santos estava no local quando a estrutura veio abaixo. Ele conta detalhes do que viu. "Quando ouvi o barulho, pensei que fosse uma maca que tivesse caído, daí, quando olhei para trás, vi aquele monte de telha e madeira em cima de um rapaz, uma moça e um senhor. Tentei ajudar, mas o senhor estava desacordado com muitos ferimentos. A menina estava com parte da cabeça amassada. Foi terrível".
No momento em que a estrutura desabou, estavam no local: Ronildo Silva Gonçalves – 28 anos, que tinha retornado ao Hospital para ser atendido no setor de ortopedia. Ele sofreu apenas escoriações leves.
André Santos Nascimento – 15 anos, que também retornava ao Hospital. Apenas sofreu escoriações e não corre risco de morrer.
Joycimara Santos Nascimento – 20 anos, irmã e acompanhante de André. Ela, que ficou sob os escombros, está internada na UTI do Hospital Municipal, em estado grave.
E, Raimundo Marinho de Sousa, de 60 anos. Devido aos graves ferimentos pelo corpo e na cabeça, o ancião, que voltava ao Pronto Socorro para ser acompanhado pelo médico ortopedista, não resistiu vindo a morrer horas depois do acontecimento.
O laudo oficial do Instituto Médico Legal, que comprovou a morte do senhor Raimundo Marinho de Sousa, foi entregue aos médicos por volta das 15 horas de ontem.
O médico responsável pelo caso, Paulo Pires, explicou a causa da morte do idoso e falou do estado de saúde das outras vítimas. "O senhor Raimundo teve morte cerebral devido o traumatismo. A jovem Joycimara está em estado grave na UTI. A situação dela é delicada. Já os outros dois rapazes passam bem e não correm risco de morte".
Com o desabamento, alguns atendimentos do Pronto Socorro foram atendidos no Hospital Regional. A Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Secretarias foram convocados para ajudar a conduzir a situação.
Mais tarde, por volta das 16 horas, a prefeita de Santarém reuniu com alguns secretários para falar à população sobre o que aconteceu. Em entrevista coletiva, Maria do Carmo falou que o local que veio abaixo já tinha sido desativado há dois anos. Porém, mesmo assim, não foi proibida a circulação de pessoas por lá.
Maria do Carmo reconhece que foi um erro do governo municipal não ter interditado a área, mas explica que as providências estão sendo tomadas. "Tomo a responsabilidade para mim, enquanto aguardo pelo levantamento que será feito no local. Espero que não tenha havido negligência, acredito que foi uma fatalidade".
A diretora do Hospital Municipal, médica pediatra Marina Chahini, não se encontra no município, mas já tomou conhecimento do fato. Na volta a Santarém, ela deve reunir com o governo municipal para discutir a situação.
Questionado sobre a fiscalização e investimentos da Secretaria Municipal de Saúde no Pronto Socorro, o titular da SEMSA, José Antônio Rocha defendeu que o órgão vinha realizando reparos no local.
A presidente do Conselho Municipal de Saúde, Maria das Dores Joseph, disse que o órgão espera que o Hospital seja olhado com mais atenção. "O Conselho já tinha feito algumas vistorias e constatou que as instalações do HMS não estão em bom estado. Às vezes, infelizmente, é preciso acontecer coisas desse tipo para que seja feita feita alguma coisa para melhorar".
O prédio onde hoje funciona o Hospital Municipal de Santarém, foi fundado há mais de 60 anos. Durante todo esse tempo, passou por algumas reformas, mas nunca recebeu investimentos para sua melhoria completa.
Como forma de resolver parte dos problemas do Pronto Socorro, o governo municipal conseguiu investimentos para construir um pavilhão que comportará o setor de Urgência e Emergência do Hospital. De acordo com a Prefeitura, a nova ala deve ser entregue aos santarenos nos próximos meses.
SMT DISPONIBILIZA SERVIÇO DE DENÚNCIA INDIVIDUAL.
A iniciativa é para inibir o desacato que venha acontecer por parte de algum servidor do órgão.
São muitas as reclamações que giram em torno do desacato ou abuso de autoridade em cima dos órgãos públicos brasileiros. Em Santarém não é diferente.
Muitas pessoas reclamam que são mal atendidas em secretarias ou por algum membro. Para combater esse tipo de coisa, a Secretaria Municipal de Saúde, está trabalhando com um sistema pelo qual os santarenos podem denunciar um desacato.
Quem explica é o secretário de Trânsito, Sandro Lopes. "A SMT presa pela conversa. Caso alguém se sinta lezado ou ofendido por algum servidor nosso, pode denunciar que agente vai tomar as providências".
O número disponibilizado pela SMT santarenos é o 150. Através desse telefone, os santarenos podem, além de denunciar um desacato, fazer sugestões ou reclamações sobre outros serviços do órgão.
Textos: Rômulo d'Castro.
Textos: Rômulo d'Castro.
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