sábado, 6 de março de 2010

Óssos do ofício: notícia + gás = desmaio

Gente, essa vou contar para meus filhos e netos: no meio de toda a confusão formada pelo conflito entre polícia e manifestantes, o repórter Rômulo d'Castro não aguentou a pressão e desmaiou. Ei, 'peraí', eu explico.

- No momento em que a coisa parecia ter ficado tranquila, surpresa. O repórter (eu no caso), querendo pegar, de primeira, uma repressão que a polícia fazia em um dos trechos da Fernando Guilhon, viu que a situação ainda não tinha melhorado. Em mais um conflito com os manifestantes, os policiais jogaram bomba de efeito moral contra os que se opuseram ao posicionamento da polícia.

Eu tinha acabado de fazer um 'ao vivo' para a Rádio Rural (onde trabalho), quando inalei uma certa quantidade do gás. Não deu em outra. Comecei a passar mal, faltou a respiração, vi tudo girar e, de uma hora para outra, desmaiei.

Minutos depois dessa 'vergonha', acordei ao som de duas lindas repórteres: uma loira e uma morena: "Rômulo, Rômulo, você está melhor"? Pensei que estava no paraíso, foi quando virei para o lado e me deparei com os PMs. Tava todo mundo me abanando, num: "Acorda, acorda... Deixa de moleza..." Fazer o quê? Acordei.

Pessoal, vocês não têm ideia da adrenalina, da emoção, da sede pela notícia que estava minutos antes da cena. Tudo isso misturado com um pouco de gás deu no que deu... He, he, he.

Obrigado às 'anjas' Poliana(loira) e Ronilda(morena) e aos colegas cinegrafistas: Jota, da TV Amazônia e o colega da Tapajós, que não lembro o nome.

Não posso esquecer dos policiais me dando apoio, preocupados. Já pensou, terem que deixar o serviço que estavam fazendo para atender um repórter 'mole'? Valeu, galera!

Como os amigos lá falaram: 'Agora estou batizado. Sou repórter de verdade'.

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